CELSO ATHAYDE FAZ DOCUMENTÁRIO SOBRE HISTÓRIA DO BAILE CHARME DO VIADUTO DE MADUREIRA
Um dos fundadores do evento, ele pretende lançar 'Charm na rua' ainda este ano

Trecho do jornalzinho Charm na Rua com perferências dos frequentadores dos bailes charme Foto: Divulgação
Foi no mês de março que os então camelôs Celso e Cesar (morto em 1995), que trabalhavam nos arredores do Madureira Shopping, resolveram levar o baile charme, criado pelo DJ Corello em 1980, para o bairro. Como precisavam de um lugar coberto, decidiram fazer a festa debaixo do Viaduto Negrão de Lima, onde chegaram a morar com a mãe.
Eles frequentavam os bailes do DJ Corello em locais como o Sport Club Mackenzie, no Méier, tinham uma marca de roupa chamada Deybler (o nome do filho de Cesar) e queriam promover o evento, aos sábados, para divulgar o projeto.
- Minha mãe financiava a cerveja que vendíamos, minha família ficava no bar. Como choveu no primeiro baile, só 20 pessoas apareceram. No segundo, foram 40. No quarto eram 5 mil. Aí vimos que tínhamos criado um monstro - conta Celso, que deixou o baile do Viaduto em 1999 para virar empresário dos Racionais MCs.

Lembranças dos primórdios do charme retratadas no periódico Charm na Rua Foto: Divulgação
Ele lembra, com gratidão, do apoio que recebeu do DJ Marlboro, que cedeu o equipamento de som sem custos nos dois primeiros meses da festa. O DJ confirma:
— Eles frequentavam um estúdio que eu tinha no Lins na época, queriam fazer o baile, mas não tinham recursos. Sempre fiz o que pude para incentivar a cultura. Fico muito feliz por ter dado certo.
De tanto ir ao baile charme do Viaduto, Regina Casé chegou a ganhar um troféu, em 2006, como frequentadora e amante da black music de destaque. Mas a atriz e apresentadora já batia ponto na festa desde os anos 1990. Em 1995, gravou cenas do curta "Lá e cá", de Sandra Kogut, em meio ao evento.
- Tenho lembranças engraçadíssimas de lá, principalmente do banheiro do baile, que, ao invés de porta, tinha aquela cortina de chuveiro de plástico azul - lembra ela, aos risos. - O baile charme é um ponto incrível na história musical e cultural do Rio de Janeiro. Que dure mais 30, 40, cem anos, sempre suingando, no balanço, com todo mundo lindo e se divertindo juntos.
FONTE : oglobo

Cesar Athayde, um dos criadores do Baile Charme do Viaduto de Madureira, brincando de comandar pick ups na festa Foto: Divulgação
RIO - "Vem aí o baile mais elegante da cidade e com muito amor". Era assim que o jornalzinho Charm na Rua, já extinto, anunciava o Baile Charme do Viaduto de Madureira, em 1994. O periódico era pilotado pelos irmãos Celso e Cesar Athayde e tinha a intenção de divulgar o evento criado por eles naquele ano, além de falar sobre coisas que envolviam o universo charme, como trajes, penteados, artistas e novas músicas. Essa história será contada em um documentário que Celso está produzindo, que também se chamará "Charm na rua" e deverá ser lançado até outubro desde ano.
- O objetivo do Charm da Rua era dar uma modesta contribuição para o movimento black music. O baile era fenomenal. Era de graça, o objetivo era juntar a negrada, fazer social, proporcionar entretenimento de qualidade para a galera do subúrbio debaixo de um viaduto, aquilo tinha muito valor, precisava contar essa história - afirma Celso, que é fundador da Central Única das Favelas (Cufa).

Trecho do jornalzinho Charm na Rua com perferências dos frequentadores dos bailes charme Foto: Divulgação
Foi no mês de março que os então camelôs Celso e Cesar (morto em 1995), que trabalhavam nos arredores do Madureira Shopping, resolveram levar o baile charme, criado pelo DJ Corello em 1980, para o bairro. Como precisavam de um lugar coberto, decidiram fazer a festa debaixo do Viaduto Negrão de Lima, onde chegaram a morar com a mãe.
- Minha mãe financiava a cerveja que vendíamos, minha família ficava no bar. Como choveu no primeiro baile, só 20 pessoas apareceram. No segundo, foram 40. No quarto eram 5 mil. Aí vimos que tínhamos criado um monstro - conta Celso, que deixou o baile do Viaduto em 1999 para virar empresário dos Racionais MCs.

Lembranças dos primórdios do charme retratadas no periódico Charm na Rua Foto: Divulgação
Ele lembra, com gratidão, do apoio que recebeu do DJ Marlboro, que cedeu o equipamento de som sem custos nos dois primeiros meses da festa. O DJ confirma:
— Eles frequentavam um estúdio que eu tinha no Lins na época, queriam fazer o baile, mas não tinham recursos. Sempre fiz o que pude para incentivar a cultura. Fico muito feliz por ter dado certo.
De tanto ir ao baile charme do Viaduto, Regina Casé chegou a ganhar um troféu, em 2006, como frequentadora e amante da black music de destaque. Mas a atriz e apresentadora já batia ponto na festa desde os anos 1990. Em 1995, gravou cenas do curta "Lá e cá", de Sandra Kogut, em meio ao evento.
- Tenho lembranças engraçadíssimas de lá, principalmente do banheiro do baile, que, ao invés de porta, tinha aquela cortina de chuveiro de plástico azul - lembra ela, aos risos. - O baile charme é um ponto incrível na história musical e cultural do Rio de Janeiro. Que dure mais 30, 40, cem anos, sempre suingando, no balanço, com todo mundo lindo e se divertindo juntos.
FONTE : oglobo

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