RJ - PREFEITO DO RIO CHAMA BABALAWÔ IVANIR DOS SANTOS DE PRECONCEITUOSO E REACENDE DEBATE SOBRE DIVERSIDADE NO RÉVEILLON DE COPACABANA
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| Eduardo Paes, prefeito do Rio, chama babalawô Ivanir dos Santos de preconceituoso e reacende debate sobre diversidade religiosa. |
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, chamou de “preconceituoso” o babalawô e professor Ivanir dos Santos após o líder religioso criticar a falta de assimetria no tratamento das diferentes manifestações religiosas no Réveillon de Copacabana. Ivanir afirmou que a crítica não é à existência do palco gospel, que é montado pelo segundo ano consecutivo, mas à falta de equidade no tratamento entre diferentes religiões na maior festa de ano novo do país.
Segundo Ivanir, as religiões de matriz africana tiveram papel central na construção simbólica da virada carioca, especialmente os rituais ligados a Iemanjá e a tradição de roupas brancas e oferendas, e perderam protagonismo ao longo dos anos. Ele defendeu que diversidade “não pode ser apenas discurso”, mas deve se traduzir em práticas concretas de reconhecimento e igualdade no uso do espaço público.
Em resposta, Paes afirmou em rede social: “É impressionante o nível de preconceito dessa gente. O réveillon da praia de Copacabana é de todos! A música gospel também pode ter seu lugar. Assim como o samba, o rock, o piseiro, o frevo, a música baiana, a mpb, a bossa nova…. Cada um que fique no ritmo que mais curte! O povo Cristão também tem direito a celebrar! Amém! Axé! Shalom! Namaste!“, publicou o prefeito.
O debate ocorre em um contexto de aumento de registros de ataques e crimes associados à intolerância religiosa no Rio de Janeiro. Em 2023, foram quase 3 mil ocorrências relacionadas a preconceito religioso e racial no estado, segundo registros policiais. Dados do Instituto de Segurança Pública indicam que os casos de ultraje a culto cresceram 56% em 2024 (janeiro a setembro). As religiões de matriz africana seguem como as principais vítimas, especialmente na Baixada Fluminense e Zona Oeste. Mulheres também são maioria entre as vítimas registradas. Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, delegacias e Disque Denúncia (181).


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