RJ - COLUNISTA DIZ QUE SAÍDA DE MILTON CUNHA DE QUADRO NA GLOBO NÃO TEM RELAÇÃO COM AS NORMAS DA EMISSORA
O ex-carnavalesco Milton Cunha foi retirado do comando do quadro chamado Enredo e Samba, exibido durante o jornal local RJ1, no Rio de Janeiro.
Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, o motivo teria sido a participação de Cunha numa propaganda do Governo Federal.
Ações comerciais são vetadas para os contratados do jornalismo da emissora.
A decisão foi tomada após a propaganda que passou a ir ao ar em 13 de dezembro. Nela, Milton Cunha exalta feitos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Rio.
Procurada, a TV Globo respondeu que o carnavalesco segue como comentarista dos desfiles de escolas de samba e acrescentou:
“Milton Cunha é o grande Embaixador do Carnaval Globeleza e segue esse ano ainda mais ligado ao entretenimento. Além de todas as participações nos programas, Milton terá um quadro fixo no ‘Encontro’, que estreia no dia 16 de janeiro e vai ao ar toda sexta-feira até o Carnaval. Nesse quadro, Milton vai falar do Carnaval em todo país, trazendo curiosidades e todo conhecimento que ele tem sobre a festa. Na Avenida – em São Paulo e no Rio – ele seguirá com sua Embaixada, no final do percurso, fazendo todos os comentários que o público já está acostumado a ver”, informou a comunicação da TV Globo em nota enviada ao SRzd.
Agora, o colunista do site Metrópoles, Lucas Pasin, publicou novas apurações dele sobre o caso.
A situação virou assunto no quadro chamado Ministério da Fofoca, onde o colunista afirmou que o problema não é exatamente a publicidade (algo permitido dentro no contrato de Milton, segundo Pasin), mas o momento e o contexto em que ela foi veiculada.
“A situação fica ainda mais agravante por a gente estar em um ano político. A Globo tenta ser muito cuidadosa com isso, mas é difícil controlar. Essa campanha que ele fez para o governo causou um rebuliço nos bastidores. O Milton é muito importante para o Carnaval da Globo, não tem como negar. Eles vão tentar dar essa passada de pano”, afirmou o colunista.
“O grande agravante é porque o jornalismo acaba se misturando muito e o Milton participa dos jornais da emissora. Quando o jornalismo se envolve com política e fica parecendo uma publicidade, é agravante. A Globo quer desvincular o máximo que eles puderem o Milton da equipe de jornalismo, e ligar ele ao entretenimento”, disse Lucas Pasin.
“A Globo não escolheu a palavra ‘entretenimento’ para o comunicado à toa. Eles escolheram para desvincular o máximo que puderem o nome do Milton da equipe de jornalismo da emissora, e ligar ele apenas ao entretenimento”, finalizou.
Rick Souza, jornalista e comentarista no Ministério da Fofoca, destaca outros pontos:
“A Globo mandou um comunicado muito bonito. Mas esse comunicado tem uma ‘casca de banana’. Eles focam muito que o Milton será o grande nome do entretenimento. Focam nisso porque já retalharam toda a participação dele no jornalismo. E também tem uma outra questão. Um dos desfiles do Rio de Janeiro, esse ano, tem uma homenagem ao presidente Lula. Há, na Globo, um receio, já que ele fez uma campanha para o Governo, pela parcialidade nos comentários”.


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