RJ - POLÍCIA CIVIL DO RIO DIZ QUE IMPEDIU AÇÕES TERRORISTAS; UM DOS OBJETIVOS ERA ATACAR GRANDES EVENTOS
Três pessoas foram presas.
A ação foi resultado de um trabalho de inteligência da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que identificou grupos organizando manifestações antidemocráticas com o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov.
A ofensiva recebeu o nome de Operação Break Chain.
Segundo a Polícia Civil, dezenas de mandados de busca e apreensão foram cumpridos hoje em endereços na capital, na Região Metropolitana e no interior do estado, todos ligados aos investigados.
Inicialmente, quatro pessoas eram alvo de medidas judiciais mas, após novas informações levantadas pelo setor de inteligência, outros 13 suspeitos foram identificados.
As investigações começaram após a DRCI identificar grupos de mensagens e páginas em redes sociais criados para organizar atos antidemocráticos. No Rio, o protesto estava previsto para acontecer em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro.
Felipe Curi, secretário de Polícia Civil, explicou que o grupo vinha planejando atentados a bomba, tinham tutoriais de explosivos caseiros e tinham como objetivo atacar autoridades, repartições públicas e grandes eventos.
“Esse grupo terrorista pretendia cometer uma sequência de ataques em vários eventos, não só aqui no Rio de Janeiro, mas em várias partes do Brasil”, afirmou o secretário.
Embora se apresentasse como apartidário e anticorrupção, o grupo, segundo a polícia, incitava e planejava atos de violência e terrorismo. Os integrantes estimulavam ataques a estruturas de telecomunicações, prédios públicos, autoridades e centros políticos, com o objetivo de “provocar pânico, desordem e caos social”.
O grupo envolvido tinha cerca de 8 mil pessoas. Do Rio, 300 integrantes. Um dos presos é o administrador do grupo em terras fluminenses.
A Polícia Civil afirmou que as investigações continuam.


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