A LAMA VIROU OURO: O GRITO PERIFÉRICO DA GRANDE RIO NO SAMBÓDROMO - TVR USM

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A LAMA VIROU OURO: O GRITO PERIFÉRICO DA GRANDE RIO NO SAMBÓDROMO

 

Terceira escola desta madrugada (18), a Tricolor uniu Caxias e Recife em um manifesto social que marcou a estreia de Virgínia na Sapucaí.

Acadêmicos do Grande Rio provou que “nossa gente vem da lama”, mas brilha como ouro. Sendo a terceira agremiação da última noite do Grupo Especial, a Tricolor de Caxias apresentou o enredo “A Nação do Mangue”, uma criação de Antonio Gonzaga. A escola estabeleceu uma ponte poderosa entre o Capibaribe e Gramacho, mostrando que a “rebeldia dá um nó” no pensamento popular e transforma a periferia em protagonista do Carnaval.


O desfile foi um “toque de alfaias” que ecoou como um grito de consciência social. Com referências a Paulo Freire Chico Science, a Grande Rio mostrou que “Caxias comprou a luta” do movimento Manguebeat. No asfalto, a vida — que “não é doce como o rio nem salgada feito o mar” — foi retratada com a força das palafitas e o orgulho do “gabiru que trabalha cedo”. O público viu o “batuque sem medo” se transformar em uma explosão de cores e texturas que remetiam ao ecossistema vital dos manguezais.7



O grande foco da noite, porém, estava à frente da bateria “Invocada”. A influenciadora Virgínia Fonseca debutou como Rainha de Bateria. Com o estandarte do povo erguido, a Grande Rio anunciou que “é ponta de lança” na cultura brasileira.


Ao som de “Dobra o gonguê… a revolução já começou!”, a escola encerrou sua passagem reafirmando que ser “filho da periferia” é ter o axé de Nanã e a força necessária para erguer um tempo novo na Sapucaí.

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