“NO BRANCO DA TELA, O AZUL DO PINCEL”: VILA ISABEL PINTA A SAPUCAÍ COM OS “PRAZERES” DE HEITOR - TVR USM

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“NO BRANCO DA TELA, O AZUL DO PINCEL”: VILA ISABEL PINTA A SAPUCAÍ COM OS “PRAZERES” DE HEITOR

 

Segunda escola a desfilar na última noite (17), a azul e branco de Noel transformou o asfalto em aquarela para provar que “o samba é macumba e a macumba é samba”.

A Unidos de Vila Isabel provou que o sonho de um sambista é capaz de redesenhar o mundo. Segunda agremiação a cruzar a Sapucaí nesta terça-feira (17), o “povo do bairro de Noel” apresentou o enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um sambista sonhou a África”. Sob a estética inovadora de Gabriel Haddad e Leonardo Bora, a Vila mergulhou no universo de Heitor dos Prazeres, o “Negro Príncipe de Ouro” que uniu as tintas da tela ao couro do tambor.

O desfile foi uma viagem visual pela “África Pequena” que germinou no Rio de Janeiro. A narrativa dos carnavalescos destacou que, na trajetória de H eitor, “macumba é samba e o samba é macumba”, reforçando que os fundamentos do terreiro e do quintal são inseparáveis. Da “Pedra do Sal” ao “perfume de Ciata”, a Vila flutuou em uma estética que misturava o linho santo dos malandros à fumaça do cachimbo do Preto-Velho, transformando a Avenida em uma “Favela Branca e Azul do Céu”.




A comunidade de Noel, empoderada por sua ancestralidade, entoou o samba com uma vibração que “reluziu nas escolas”. O verso “De todos os tons, a Vila negra é” ecoou pelo Sambódromo, celebrando a resistência do Mocambo, Macacos e Pau da Bandeira. Ao som de “Ora yê yê ô, Oxum” e “Kabecilê, Xangô”, a Vila Isabel encerrou sua apresentação como uma pintura viva: uma aquarela de sons e “Prazeres” que homenageou o anjo de asas de prata e reafirmou que a escola é, antes de tudo, o trono da cultura afro-carioca.






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