RJ - BEIJA-FLOR 2026: VEJA O ENREDO E CANTE O SAMBA
A Beija-Flor de Nilópolis é a 2ª escola a se apresentar na segunda-feira (16).
O desfile deve começar entre 23h20 e 23h30.
O enredo é “Bembé”.
O enredo
Todo mês de maio, numa cidade da Bahia chamada Santo Amaro da Purificação, acontece uma festa diferente de todas as outras. Ainda de madrugada, quando o sol do dia 13 começa a nascer, tambores tocam e avisam: é dia do Bembé do Mercado, uma celebração em que o Candomblé sai dos terreiros e ocupa as ruas.
Essa história começa há mais de 100 anos, depois do fim da escravidão. O povo preto era livre no papel, mas não tinha proteção nem direitos garantidos. Então decidiu ocupar a cidade levando a fé, a música, a comida e a memória dos ancestrais para o espaço público. Assim nasceu o Bembé.
No dia da festa, o Largo do Mercado se transforma. As barracas viram pequenos altares. O cheiro das ervas, das comidas e do dendê se espalha pelo ar. Pessoas compram, vendem, cantam, dançam e rezam juntas. Crianças correm, os mais velhos contam histórias, e todo mundo participa. Ali, o sagrado e o cotidiano caminham lado a lado.
Durante o dia, a cultura toma conta do lugar. Tem samba de roda, capoeira, Maculelê, Nego Fugido e outras manifestações que contam a história do povo do Recôncavo Baiano. À noite, os atabaques chamam os orixás, e o mercado vira um grande espaço de oração, dança e respeito à natureza e aos ancestrais.
No momento mais esperado, balaios são preparados com cuidado. Um é azul, para Yemanjá, senhora do mar. O outro é dourado, para Oxum, senhora das águas doces. Dentro deles vão flores, perfumes e presentes cheios de carinho. Um cortejo atravessa a cidade até o mar, onde tudo é entregue às águas como agradecimento e pedido de proteção.
É essa história que a Beija-Flor vai contar no carnaval de 2026. Ao desfilar na Sapucaí, Nilópolis vai transformar a Avenida em mercado, rua e terreiro ao mesmo tempo. Mostra que ocupar o espaço, celebrar a fé e lembrar dos ancestrais também é uma forma de resistir — e de seguir em frente, com alegria, música e esperança.
Cante o samba
Autores: Sidney de Pilares, Marquinhos Beija-Flor, Chacal do Sax, Cláudio Gladiador, Marcelo Lepiane, João Conga, Salgado Luz, Julio Assis, Diego Oliveira, Diogo Rosa, Manolo, Julio Alves, Claudio Russo e Léo do Piso
Intérpretes: Ninno do Milênio e Jéssica Matin
Atabaque ecoou, liberdade que retumba
Isso aqui vai virar macumba!
Deixa girar que a rua virou Bembé
Deixa girar que a rua virou Bembé
O meu Egbé faz valer o seu lugar
Laroyê, Beija-Flor, alafiá!
Não me peça pra calar minha verdade
Pois a nossa liberdade não depende de papel
Em Santo Amaro, todo Treze de Maio
Nossa ancestralidade é festejada à luz do céu
Ê ê… João de Obá, griô sagrado
Ê ê… herança viva no Mercado
Cantando, saudamos a nossa fé
Às nações do Candomblé
Onde a paz e o respeito
Ressoam no couro do axé Funfun
Não tememos ataque algum
A rua, ocupamos por direito
Põe erva pra defumar
Um ebó pra proteger
Saraiêiê bokunan, saraiêiê!
Nosso povo é da encruza
Arte preta de terreiro
É mistura de cultura
Multidão de macumbeiro
O povo gira no xirê, a celebrar…
A fé se espalha em cada canto, em cada olhar
Transborda magia no toque do tambor
Às Yabás, o balaio e o amor…
Yemanjá alodê no mar (no mar)
É d’Oxum toda beleza do ibá
É reza no corpo, é dança na alma
A rosa, a palma, o omolocum…
É Dona Canô de todo recanto
Evoco a Baixada de Todos os Santos!
Ficha técnica
Fundação: 25 de dezembro de 1948
Cores: 🔵⚪Azul e Branco
Presidente de Honra: Aniz Abrahão David, o Anísio
Presidente: Almir Reis
Carnavalesco: João Vitor Araújo
Diretor de Carnaval: Marquinho Marino
Intérpretes: Ninno do Milênio e Jessica Martin
Mestres de Bateria: Rodney e Plínio
Rainha de Bateria: Lorena Raissa
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Claudinho e Selminha Sorriso
Comissão de Frente: Jorge Teixeira e Saulo Finelon



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