“SE EU FOR MORRER DE AMOR, QUE SEJA NO SAMBA”: VIRADOURO CONSAGRA MESTRE CIÇA EM SINFONIA DE VIDA
Terceira escola a desfilar na madrugada desta terça (17), a Vermelho e Branco de Niterói transformou a Sapucaí em um “Furacão” de gratidão ao “Mestre dos Mestres”.
A Unidos do Viradouro fez o coração da Sapucaí “pulsar como fosse canção” na madrugada desta terça-feira (17). Com o enredo “Pra Cima, Ciça”, desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon, a escola de Niterói promoveu uma homenagem histórica e em vida ao Mestre Ciça, um dos maiores ícones da história do Carnaval. A apresentação celebrou os 55 anos de trajetória do comandante da bateria “Furacão Vermelho e Branco”, desde o berço no Estácio até a consagração definitiva como o “Feiticeiro das Evocações”.
O desfile foi uma “peça perfeita” que uniu emoção e inovação rítmica. Tarcísio Zanon traduziu no visual o “suingue perfeito” de Ciça, rememorando inovações icônicas como o “Trem Caipira” e a ousadia de quem transformou o couro em sinfonia. A comunidade de Niterói cruzou a Avenida com “reza no pé e baqueta na mão”, mostrando que o legado do Mestre — forjado nas garras do Velho Leão e abençoado pela caixa de Moacyr — é uma chama que jamais se apagará.
O auge, como não poderia deixar de ser, foi a performance da bateria. Sob o comando do próprio homenageado, o Furacão fez o “atabaque mandar chamar” e a “macumba jogar poeira”, reafirmando que a história de Ciça com o samba “não encontra despedida”. Ao som do refrão emocionante “Sou eu mais um batuqueiro a pulsar por você”, a Viradouro provou que não é preciso esperar a saudade para cantar para os seus heróis. A escola encerrou seu desfile como uma “nação incorporada” pelo ritmo, deixando a Avenida em êxtase e o Mestre Ciça eternizado no altar da arte popular.


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