PORTELA VIVE ÊXTASE E AGONIA: INÍCIO ARREBATADOR É COMPROMETIDO POR ATRASO NO FINAL - TVR USM

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PORTELA VIVE ÊXTASE E AGONIA: INÍCIO ARREBATADOR É COMPROMETIDO POR ATRASO NO FINAL

 


Majestade de Madureira faz desfile histórico sobre o Príncipe do Bará, mas falha em alegoria da Velha Guarda força correria na Avenida.

A Portela provou na noite deste domingo (15) que sua coroa é forjada na ancestralidade, mas sentiu o peso do relógio em um encerramento dramático. Terceira escola a cruzar a Marquês de Sapucaí, a Majestade de Madureira apresentou o enredo “O Mistério do Príncipe do Bará”, assinado pelo carnavalesco André Rodrigues.


A apresentação começou como um verdadeiro “xirê no toque do tambor”, resgatando a identidade negra do Rio Grande do Sul e a história do Príncipe Custódio com uma plástica impecável e espiritualizada.




O desfile foi marcado por um “mistério que encandeia”, onde a comunidade incorporou o espírito de resistência dos pretos do Sul, revelando o legado do Batuque gaúcho sob o canto potente de “Alupo, meu senhor, Alupô!”.


Entretanto, o que era para ser uma consagração absoluta sofreu um revés no último setor. A última alegoria, que trazia a sagrada Velha Guarda, enfrentou dificuldades para entrar na Avenida, gerando um clarão e um atraso crítico.


Para evitar o estouro no tempo regulamentar, a escola precisou acelerar o passo, o que comprometeu diretamente os quesitos Evolução e Harmonia. O que se viu foi uma correria que contrastou com o início orante e cadenciado. Carregada no dendê e sob as bênçãos do Príncipe herdeiro, a Portela encerrou seu desfile como a “Majestade em cada Ori”, deixando a Sapucaí entre o estado de êxtase pela beleza apresentada e a apreensão pelas notas que virão da quarta-feira de cinzas.

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